TCU aponta 8,6 mil obras paralisadas no país com recursos federais

TCU aponta 8,6 mil obras paralisadas no país com recursos federais

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 8,6 mil obras das áreas de educação, saúde e infraestrutura estão paradas no país, de um total de 21 mil tocadas com recursos do governo federal. De acordo com o levantamento divulgado no dia 18, houve um aumento na quantidade de 29% em 2020 para 41% em 2023.

Ao logo do período analisado, a quantidade de obras diminuiu significativamente – de 6,1 mil a menos – enquanto que houve um aumento no investimento previsto. Segundo o TCU, o valor total passou de R$ 75,9 bilhões em 2020 para R$ 113,6 bilhões em 2023

Os recursos fiscalizados pelo tribunal somaram R$ 27,22 bilhões no período, e a análise concluiu que a paralisação das obras é reflexo de uma insuficiência na coordenação, planejamento, priorização, monitoramento e avaliação dos canteiros pelo governo entre os anos de 2019 e 2022.

“Esses problemas têm gerado impactos diretos e indiretos na população. Afinal, além do desperdício dos recursos públicos investidos, a paralisação impede a população de usufruir benefícios de cada bem público não concluído. O TCU vai monitorar o cumprimento das determinações do acórdão e continuar atento para contribuir com a construção de soluções para essa questão tão sensível à sociedade brasileira”, disse o ministro Vital do Rêgo, relator do processo na Corte.

De acordo com o TCU, as obras paralisadas incluem a construção e ampliação de escolas, estradas e hospitais, entre outros. A educação básica, indica, é a mais prejudicada, com 3,5 mil obras paralisadas. Em seguida, as áreas de infraestrutura e mobilidade urbana somam 1,8 mil empreendimentos parados. Na saúde, são 318 obras inacabadas.

Entre os estados com mais obras paradas, se destaca o Maranhão, com 879 construções paralisadas; a Bahia, com 840; e o Pará, com 674.

A auditoria do TCU apontou ainda que não foram identificados estudos ou providências sobre o que fazer com as obras paralisadas consideradas inviáveis, e apontou que o governo desconhece quais são prioritárias e as que não devem ser retomadas.

Com isso, o TCU recomendou à Casa Civil da Presidência da República, ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e ao Ministério do Planejamento e Orçamento que façam um levantamento preliminar sobre o estado atual das obras do país, e formulem um plano central com metas e indicadores das construções.

Também determinou que as pastas elaborem um planejamento tático com critérios técnicos para a análise de viabilidade e seleção das obras programadas para avaliação e retomada, e que seja feita uma classificação uniforme da situação das estruturas.